54,7% das escolas públicas têm nível inadequado de alfabetização

54,7% das escolas públicas têm nível inadequado de alfabetização

Publicado em: Fri Oct 27 13:29:05 BRST 2017

Um levantamento do Ministério da Educação mostra que, nas escolas públicas, 54,7% das crianças do 3º ano do Ensino Fundamental têm um nível inadequado de alfabetização. Os dados fazem parte da ANA (Avaliação Nacional de Alfabetização), feita pelo Inep (órgão do ministério) e divulgada nesta quarta-feira. 

A ANA consiste na aplicação de 20 questões objetivos de leitura, 3 de resposta discursiva e 20 objetivas de matemática. Cerca de 2,2 milhões de estudantes de 48 mil escolas foram avaliados em novembro de 2016.Apesar do resultado ruim, houve uma evolução na comparação com 2014, quando o levantamento mostrou 56,2% dos alunos com nível inadequado de leitura. 

A avaliação de leitura tem os níveis 1 (elementar) 2 (básico) 3 (adequado) e 4 (desejável).  Apenas 13% dos estudantes foram classificados no nível desejado de leitura. Em 2014, eram 11,2%. A região Norte teve os piores resultados: lá, 73% dos estudantes estão nos níveis 1 ou 2.  No Nordeste, foram 69,1%. Depois, aparecem o Centro-Oeste (51,2%), o Sul (45,95% e o Sudste (43,9%). 

Dentre os estados, Minas Gerais, Santa Catarina e Ceará ficaram com os três primeiros lugares. Minas, o melhor da lista, tem 37,6% dos alunos abaixo do nível adequado. Os três últimos são Maranháo, Amapá e Sergipe - que obteve os piores índices, com 80,2% dos alunos em um nível inadequado de leitura. Escrita Na classificação de escrita, o índice vai de 1 a 5; os três primeiros são considerados inadequados.  Nesse quesito, o resultado foi melhor:a maioria dos alunos (66,1%) obteve nota 4 ou 5. Santa Catarina, São Paulo e Minas Gerais tiveram os melhores resultados. Na outra ponta, estão Amapá, Pará e Maranhão.

Matemática 
O levantamento também mostrou uma ligeira melhora no despenho de Matemática: 45,5% dos estudantes estão no nível adequado, ante 42,9% em 2014. Novamente, Santa Catarina, Minas Gerais e São Paulo ocuparam os três primeiros lugares. Maranhão, Sergipe e Amapá ficaram no fim da lista.

Fonte: CPP/ 26/10/2017